O Cérebro do adolescente

51rDbsSbnELAo contrário do que pensam muitos pais e professores, o cérebro do adolescente
não é idêntico ao cérebro do adulto. A principal diferença é que, nesta fase, a substância branca de seu cérebro, responsável pela eficiência da comunicação entre as várias parte do cérebro, vai ser mielizada (recoberta por um lipídio branco, a mielina, que funciona como um isolante para os impulsos elétricos). O córtex frontal e pré-frontal, responsáveis pela avaliação de riscos, pelas decisões racionais e por parte do comportamento social são as últimas partes do cérebro a se desenvolverem. Ao mesmo tempo, durante essa fase, a amídala e o sistema límbico, responsáveis pelas emoções, são muito ativos. Daí boa parte dos perigos por que passa o adolescente, período da vida mais propenso a morte violenta. Continuar lendo O Cérebro do adolescente

Fundamentação da Metafísica dos Costumes

61dzpImTbTLUm dos livros mais importantes do pensamento filosófico moderno, a Fundamentação da Metafísica dos Costumes, de Immanuel Kant, quer investigar em que consiste a moral. Para que uma moral valha para todos os seres racionais, ela não pode se originar em nossa experiência, e, portanto, seu ponto de partida não pode ser os costumes em meio aos quais vivemos (e por isso uma melhor tradução para o título do livro seria Fundamentação da Metafísica da Moral). Continuar lendo Fundamentação da Metafísica dos Costumes

Entre a ciência e a sapiência: O dilema da educação

51VW8fSW2jLRubem Alves é um dos maiores educadores, filósofos e teólogos que já houve no Brasil. Em todas essas facetas de seu pensamento, o que sobressai é, no entanto, a do escritor: a forma é tão (ou mais) importante quanto conteúdo em seus textos, ricos em imagens e analogias.
Neste pequeno livro, Entre a ciência e a sapiência, que pode ser lido em menos de um dia, vinte e dois pequenos textos são reunidos em quatro partes. Ele começa discutindo sobre o sentido da escola: não ensinar a pescar o peixe, nem sequer a prepará-lo, mas, como ele diz em outros livros, despertar a fome. Continuar lendo Entre a ciência e a sapiência: O dilema da educação

O que os livros fazem por nós?

Costumo dizer que o ser humano é o único ser capaz de aprender com as experiências dos outros, e por isso o invento mais revolucionário de nossa história foi o livro: ele permitiu que nós aprendêssemos com Moisés, Homero, Platão, Galileu, Shakespeare, Locke, Pascal, Goethe, William James, Einstein… Ler é apropriarmo-nos do tempo dos outros, pensava Sêneca em Sobre a brevidade da vida, pequeno texto que nos diz que, se soubermos aproveitar o tempo que os outros gastaram para pensar e escrever, podemos viver suas experiências e conhecer aquilo que conhecem: podemos acrescentar tempo ao nosso tempo.