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500 anos da circum-navegação

Há 500 anos, no dia 20 de setembro de 1500, o português Fernão e Magalhães partia com três barcos e duzentos e setenta homens para a primeira viagem de circum-navegação que duraria três anos e provaria definitivamente que a terra é esférica.

Um dos livros mais impressionantes que já li!

71Kgdz-zNOL-2Em nossa arrogância, o homem produziu um mundo maravilhoso, que venceu a miséria, as feras, as doenças e um dia vencerá a morte e que produziu a ciência e sobretudo a técnica. Esse homem progressivamente tornou-se consciente de que era preciso preservar a natureza, conservá-la para as gerações futuras. Mas Ailton Krenak nos alerta para duas mentiras contidas nessa narrativa em seu novo livro, Ideias para adiar o fim do mundo. Continue lendo → Um dos livros mais impressionantes que já li!

Porque ler Bobbio nos dias de hoje

Este pequeno livro (83 páginas em formato 12 X 21 cms. e linhas bem espaçadas entre si) reúne quatro textos815ughCWZUL de Norberto Bobbio escritos entre 1980 e 1990 e um prefácio de Marco Revelli (muito elucidativo, sobretudo acerca dos eventos italianos pressupostos por Bobbio nos quatro artigos) sobre o tema da relação entre segredo e democracia. 

Com exceção do terceiro capítulo, mais longo e denso (um prefácio para a tradução italiana de um livro de Ernst Frankl), todos os demais são pequenos textos escritos para jornais italianos, que tratam dos temas do poder invisível dentro e fora do Estadoque tenta governa-lo e, para isso, precisa recorrer ao segredo Continue lendo → Porque ler Bobbio nos dias de hoje

Freud – 100 anos de sua morte

Há cem anos, o fundador da Psicanálise morria em Londres. segundo Michel Foucault, juntamente com Nietzsche e Marx, ele era um dos mestres da suspeita, que nos ensinou que existe algo escondido de nós que controla nossa vida: nós mesmos (nosso inconsciente)

Lilian Schwarcz na PUC Minas

Lilia SchwartzAmanhã (dia 21/08), às 15:00, a professora da USP Lilia Schwarcz, autora do livro Sobre o Autoritarismo Brasileiro, irá falar no Teatro João Paulo II do campus Coração Eucarístico da PUC Minas. A entrada é franca. Trata-se de um livro cuja leitura recomendo muito, e creio que é uma boa oportunidade para conhecer a autora. Ela também escreveu (juntamente com a professora Heloisa Starling, da UFMG, o livro Brasil, uma biografia, também excelente).

Conferências introdutórias à Psicanálise (Sigmund Freud)

51AQIBkHh-LUm dos livros mais impactantes no pensamento do século XX foi A interpretação dos sonhos, de Sigmund Freud: a ideia de que há dentro de nós alguém que desconhecemos e que controla nossos atos teve grande influência no desenvolvimento das ciências humanas contemporâneas. Mas se você quer conhecer o pensamento de Freud, comece por outro livro do pensador austríaco, as Conferências Introdutórias à Psicanálise,

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Prolegômenos a qualquer metafísica futura que possa apresentar-se como ciência

Se há livros difíceis na história da Filosofia, estes são as três Críticas de Immanuel Kant. A mais importante de entre elas é provavelmente a Crítica da Razão Pura, na qual, discutindo os limites do conhecimento e as condições de sua possibilidade, Kant lança as bases para sua Filosofia Crítica, também chamado de Idealismo Transcendental.

Felizmente, para quem quer se introduzir nesse mundo e, talvez, ler sua obra, Kant teve a delicadeza de lançar um resumo desse livro, intitulado Prolegômenos a qualquer metafísica futura que possa apresentar-se como ciência, em 1783. O objetivo do livro não é só esse, obviamente. Depois da publicação da Crítica da Razão Pura, em 1781, Kant percebeu que alguns argumentos, por serem muito prolixos (como por exemplo a discussão da dedução dos conceitos do entendimento e dos paralogismos da razão pura), mais causavam erros do que compreensão no leitor. Enquanto não podia preparar uma nova edição alterada da Crítica (publicada somente em 1787), ele publicou os Prolegômenos, um livro muito menor e muito mais acessível que qualquer das duas edições da Crítica da Razão Pura.

Neste livro, Kant parte diretamente das três perguntas pressupostas na Crítica da Razão Pura: Como é possível a Matemática (tema da Estética Transcendental na Crítica), Como é possível a Física (tema da Analítica Transcendental) e Como (ou, talvez, se) é possível a Metafísica (tema da Dialética Transcendental)? As duas primeiras questões recebem uma resposta positiva de Kant: Continue lendo → Prolegômenos a qualquer metafísica futura que possa apresentar-se como ciência

Crítica da Razão Prática

61yJgKpFc6LHá três traduções da Crítica da Razão Prática dignas de nota: a de Artur Morão, da Edições 70, esta, de Valério Rohden (que traduziu, também, as outras duas críticas), e a de Fernando Costa Mattos, da Vozes.  Já li, há muito tempo, a edição portuguesa de Morão, e agora li a edição de Rohden, de quem já conhecia a tradução da Crítica da Faculdade de Julgar e o livro Interesse da Razão e Liberdade, sobre a filosofia prática kantiana.

É uma boa tradução, que, de algum modo, preocupa-se em retomar a gênese e desenvolvimento do texto, comparando as várias edições publicadas durante a vida de Kant com várias versões posteriores que preocuparam-se em estabelecer criticamente o texto.

Ainda que guarde profunda conexão com a Fundamentação da Metafísica dos Costumes (sobretudo com a terceira seção deste livro), neste livro Kant pretende Continue lendo → Crítica da Razão Prática

O apanhador no campo de centeio

81evtU8kGBLThe Catcher in the Rye (O apanhador no campo de centeio): qualquer tentativa de traduzir o título do livro trairá a multiplicidade de significados que ele esconde. Rye é o nome de um riacho na Escócia, a que Robert Burns se refere no poema chamado Comin’ Through the Rye, e contém uma crítica implícita à ideia de sexo casual. Rye é também o Rye Field, campo de centeio, em que o protagonista se imagina com várias crianças bem mais novas que ele, e no qual ele seria um apanhador de crianças que tentam fugir. Fugir do que? Continue lendo → O apanhador no campo de centeio

Sim eu digo sim: a verdade sobre a lôra burra.

USA. New York. Long Island. US actress Marilyn MONROE. 1955.

Hoje comemoramos o Bloomsday, o dia em que ocorre (quase toda) a história de Leopold Bloom, o herói de Ulisses, de James Joyce, e resolvi preparar uma surpresa no blog.

Quando pensamos em alguém como Marilyn Monroe, pensamos em alguém fútil, ingênua, com uma vida vazia, sem muito significado, que a levou a amores proibidos e a um fim trágico com barbitúricos. É como Sheldon Cooper diz sobre Penny, em Big Bang Theory: “ninguém pode ser tão bonita e inteligente ao mesmo tempo!”. No caso de Marilyn, aquela que você possivelmente pensava ser o protótipo da Loura da música de Gabriel, o pensador, isto não se aplica.

Ávida leitora, preferia os clássicos aos best-sellers. Seu preferido era “Folhas da relva”, de Walt Whitman, que possui o poema mais belos da língua inglesa (Song of Myself). Dentre os livros que leu, estavam muitos livros de poesia, James Joyce, Erich Fromm, Rabelais, Platão, Max Weber, Freud, Thomas Mann, Camus, Steinbeck, Plutarco, Kerouack, Einstein, Bertrand Russel, ao lado de livros de Judaísmo (ela se converteu ao judaísmo quando se casou com Arthur Miller), jardinagem, de receitas de cozinha e de coquetéis e inclusive uma biografia sobre si mesma. A lista abaixo, encontrada no site Open Culture, apresenta os 430 livros de sua biblioteca, inventariados quando de sua morte. Há indícios consistentes de que leu grande parte deles (como anotações, orelhas dobradas e grifos). Certamente leu Ulisses (na imagem famosa, ela estava viajando e encontrava-se na casa de um amigo quando foi fotografada). Pela foto, deveria estar lendo a parte mais difícil do livro (o solilóquio de Molly, o longo trecho – mais de 20 páginas – com fluxo de consciência sem uma vírgula ou ponto final).

Quantos livros da biblioteca de Marilyn você já leu? Quem sabe chegou a hora de você ler o Ulisses, de Joyce?

Desafio de leitura de Marilyn Monroe

1) Let’s Make Love by Matthew Andrews (novelization of the movie)

2) How To Travel Incognito by Ludwig Bemelmans

3) To The One I Love Best by Ludwig Bemelmans

4) Thurber Country by James Thurber

5) The Fall by Albert Camus Continue lendo → Sim eu digo sim: a verdade sobre a lôra burra.