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Em seu livro, Terry Eagleton, professor de Literatura na Universidade de Manchester, discute qual é o significado da vida. Será que a pergunta pelo “significado” da vida já não indica a impossibilidade linguistica de respondê-la (porque o significado último só pode ser dado de fora de um sistema, e não podemos sair para fora do sistema linguístico para dizer qual é o significado do significado). O fato é que a humanidade

sempre buscou responder a essa questão. Quando pressupomos um significado intrínseco (seja atribuído por um Deus, seja inerente a um sistema que, apesar de não ser intencionalmente criado, pode ser compreendido porque possui um significado), o sentido trágico da questão estava na perda de nossa capacidade de conhecer esse sentido (que se evidenciou ao longo do séculos XIX e XX). Mas se pressupomos que o sentido é atribuído (pelos homens), a questão passa a ser do sentido que cada um atribui a sua vida. Essa perspectiva cínica é inerente ao pós-modernismo e auto-contraditória, porque a ausência de um sentido compartilhado torna o problema do sentido sem sentido, tanto do ponto de vista ético quanto linguístico. O autor acredita que uma teoria aristotélica revisada é aquela que melhor pode indicar o significado da vida, e este é a felicidade, entendida não como sentimento, mas como realização plena do homem sob a sob a forma do amor, entendido com generosidade, compaixão, ou, em uma palavra, ágape. Em seu livro, Terry Eagleton, professor de Literatura na Universidade de Manchester, discute qual é o significado da vida. Será que a pergunta pelo “significado” da vida já não indica a impossibilidade linguistica de respondê-la (porque o significado último só pode ser dado de fora de um sistema, e não podemos sair para fora do sistema linguístico para dizer qual é o significado do significado). O fato é que a humanidade sempre buscou responder a essa questão. Quando pressupomos um significado intrínseco (seja atribuído por um Deus, seja inerente a um sistema que, apesar de não ser intencionalmente criado, pode ser compreendido porque possui um significado), o sentido trágico da questão estava na perda de nossa capacidade de conhecer esse sentido (que se evidenciou ao longo do séculos XIX e XX). Mas se pressupomos que o sentido é atribuído (pelos homens), a questão passa a ser do sentido que cada um atribui a sua vida. Essa perspectiva cínica é inerente ao pós-modernismo e auto-contraditória, porque a ausência de um sentido compartilhado torna o problema do sentido sem sentido, tanto do ponto de vista ético quanto linguístico. O autor acredita que uma teoria aristotélica revisada é aquela que melhor pode indicar o significado da vida, e este é a felicidade, entendida não como sentimento, mas como realização plena do homem sob a sob a forma do amor, entendido com generosidade, compaixão, ou, em uma palavra, ágape.

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